
DA TECNOLOGIA À COMUNICAÇÃO EDUCACIONAL
É importante explicitar os princípios teóricos que orientam estas reflexões e toda minha pratica como educadora e pesquisadora em educação e comunicação.
Integração das TIC à educação em sua dupla dimensão: como ferramentas pedagógicas e como objetos de estudo.
Abordagem integradora que considere ao mesmo tempo estas duas dimensões (instrumental e conceitual; ética e estética).
A perspectiva de um novo campo de saber e de intervenção, que vem se desenvolvendo desde os anos de 1970 no mundo inteiro: a educação para as mídias que diz respeito à formação do usuário ativo, crítico e criativo de todas as tecnologias de informação e comunicação.
UNESCO, educação para as mídias é condição sine qua non da educação para a cidadania,
Sendo um instrumento fundamental para a democratização das oportunidades educacionais e do acesso ao saber.
Sentido que defendo desenvolvimento de práticas educacionais mais democratizadoras, incluindo a formação de professores plenamente atualizados e em sintonia com as aspirações e modos de ser das novas gerações.
Modos de integração das tecnologias de informação e comunicação aos processos educacionais:
Ir além das praticas meramente instrumentais, típicas de um certo “tecnicismo” redutor ou de um “deslumbramento” acrítico;
Ir além da visão “apolítica”, que recusa comodamente toda tecnologia em nome do humanismo, remetendo a questão para as calendas gregas e favorecendo práticas conformistas e não reflexivas derivadas de pressões do mercado, e
Dar um salto qualitativo na formação de professores, uma mudança efetiva no sentido de superar o caráter redutor da tecnologia educacional, sem perder suas contribuições, para chegar à comunicação educacional.
A CIBERCULTURA E A METÁFORA DO IMPACTO
Mc Luhan nos anos de 1970, muitas metáforas vêm se sucedendo na tentativa de profetizar a realidade virtual, muito antes de ela ter sido inventada, com a idéia de “meios de comunicação como extensões dos sentidos humanos”, como previu também grandes mutações na educação, buscou em Platão uma metáfora explicativa para a grande resistência e a quase cegueira antitecnológica que caracterizavam os escritos acadêmicos da época sobre os meios de comunicação e a tecnologia em geral.
P.Lévy, o profeta da hora, evc’uiu da metáfora da “maquina universo” nos anos de 1980, para as metáforas da “inteligência coletiva” e da “virtualização” de suas ultimas obras.
Baudrillard, por exemplo, há cerca de duas décadas, profetizava o sucesso da realidade virtual (ou a virtualização do real ?) com sua idéia de simulacro, que ele mesmo retoma.
Lucien Sfez, em sua Critica da Comunicação, identifica três grandes metáforas de explicação das implicações socioculturais das TIC : representar ou a maquina; exprimir ou o organismo; e confundir ou i Frankenstein. Na primeira, o homem domina a máquina, a metáfora do Frankenstein busca representar uma visão apocalíptica dos efeitos da informática e da inteligência artificial.Frankenstein representa a maquina como dublê do homem, criatura que escapa ao controle de seu criador.
Já na década de 1950, o sociólogo francês G.Friedmann (1977) chamava a atenção para um novo fenômeno social que ele definiu como meio ambiente técnico, caracterizado pela tecnificação crescente, não apensas do mundo do trabalho, mas das outras esferas da vida social, o lazer, a cultura, as relações pessoais.
Considerada inadequada por Lévy (1997) e pela “sociotécnica” a metáfora do impacto, embora não consiga contemplar todas as facetas do fenômeno, ajuda-nos a compreender justamente os desafios colocados aos sistemas educacionais pela difusão em larga escala das TIC.
A entrada das TIC nas escolas ocorreu sobretudo como resultado da pressão do mercado, estando a instituição escolar em franca defasagem com relação às demandas sociais e à cultura das gerações mais jovens.
Acredito que podemos perceber com clareza ainda maior o impacto social dos usos das TIC (incluindo aqui o vídeo game em todas as suas variantes) e suas repercussões nos processos educacionais ao analisarmos o problema – gravíssimo e em crescendo – da violência juvenil na escola.
Neste futuro que já chegou, o risco de se conformar co uma evolução simbiótica em que a maquina se confunde com o homem, e na qual o ser humano, sujeito a criador se (com)funde com o artefato que ele criou e que, de certa forma, o conduz à guerra (senão, onde testar os novos engenhos bélicos ultratecnológicos?).
A SOCIEDADE DIGITALIZADA
O desenvolvimento acelerado das TIC deve-se essencialmente a três fenômenos de ordem técnica são eles: a miniaturização , a digitalização e o surgimento e fantástica difusão das redes telemáticas (Mercier, 1984; BABIN, 1889).
A miniaturização e a baixa dos custos possibilitaram uma difusão de massa das TIC, que redundou em larga penetração na vida cotidiana tanto no mundo do trabalho como na esfera do lazer. As redes, por seu turno, multiplicam as capacidades de transporte de uma quantidade enorme de informações banalizadas.
Informação é uma nova moeda de troca, ou uma nova medida de valor, constituindo uma nova “ficha simbólica” (“simbolic token”) tão importante quanto o dinheiro.
Tecnologias trouxeram problemas e transcendem o nível meramente técnico, são problemas das necessidades novas, dos conteúdos a ser criados e dos novos usos que estão sendo inventados e tendem e se desenvolver progressivamente, segundo uma dinâmica própria bem diferente da lógica da oferta técnica.
São resultados da fusão de três grandes vertentes técnicas: a informática, as telecomunicações, e as mídias eletrônicas.
As possibilidades são infinitas inexploradas, e vão desde as “casas ou automóveis inteligentes” até andróides reais e virtuais para finalidade diversas, incluindo toda diversidade dos jogos on-line.
TECNOLOGIAS E EDUCAÇÃO
A educação tende a crescer em numero e em complexidade.
As sociedades contemporâneas já estão a exigir um novo tipo de individuo e de trabalhador em todos os setores sociais e econômicos: um individuo notável de competências técnicas múltiplas, habilidade no trabalho em equipe, capacidade de aprender de adaptar-se a situações novas.
Os desafios que essas mudanças na estrutura das demandas sociais de educação pós-secundária para os sistemas educacionais são enormes: de um lado na formação inicial do outro a interdisciplinaridade.
Na formação inicial, cabe lembrar que a demanda de ensino superior não cessa de crescer na maioria dos paises desenvolvidos. As mudanças deverão, então, ocorrer no sentido de aumentar a oferta de oportunidades de acesso e, ao mesmo tempo, diversificar esta oferta de modo a adaptá-la às novas demandas.
MEDIATIZAÇÃO : DA TECNOLOGIA À COMUNICAÇÃO EDUCACIONAL
Transformações socioculturais provocadas pela disseminação das tecnologias “da inteligência”, a mediatização das mensagens pedagógicas está no coração dos processos educacionais, merecendo este novo conceito que nos detenhamos um pouco em sua significação.
Mediatizar significa, então, codificar as mensagens pedagógicas, traduzindo-as sob diversas formas, segundo o meio técnico escolhido respeitando as “regras da arte”.
Do ponto de vista da produção de materiais pedagógicos, mediatizar significa definir as formas de apresentação de conteúdos didáticos, previamente selecionados e elaborados de modo a construir mensagens que potencializem ao máximo as virtudes comunicacionais.
É importante explicitar os princípios teóricos que orientam estas reflexões e toda minha pratica como educadora e pesquisadora em educação e comunicação.
Integração das TIC à educação em sua dupla dimensão: como ferramentas pedagógicas e como objetos de estudo.
Abordagem integradora que considere ao mesmo tempo estas duas dimensões (instrumental e conceitual; ética e estética).
A perspectiva de um novo campo de saber e de intervenção, que vem se desenvolvendo desde os anos de 1970 no mundo inteiro: a educação para as mídias que diz respeito à formação do usuário ativo, crítico e criativo de todas as tecnologias de informação e comunicação.
UNESCO, educação para as mídias é condição sine qua non da educação para a cidadania,
Sendo um instrumento fundamental para a democratização das oportunidades educacionais e do acesso ao saber.
Sentido que defendo desenvolvimento de práticas educacionais mais democratizadoras, incluindo a formação de professores plenamente atualizados e em sintonia com as aspirações e modos de ser das novas gerações.
Modos de integração das tecnologias de informação e comunicação aos processos educacionais:
Ir além das praticas meramente instrumentais, típicas de um certo “tecnicismo” redutor ou de um “deslumbramento” acrítico;
Ir além da visão “apolítica”, que recusa comodamente toda tecnologia em nome do humanismo, remetendo a questão para as calendas gregas e favorecendo práticas conformistas e não reflexivas derivadas de pressões do mercado, e
Dar um salto qualitativo na formação de professores, uma mudança efetiva no sentido de superar o caráter redutor da tecnologia educacional, sem perder suas contribuições, para chegar à comunicação educacional.
A CIBERCULTURA E A METÁFORA DO IMPACTO
Mc Luhan nos anos de 1970, muitas metáforas vêm se sucedendo na tentativa de profetizar a realidade virtual, muito antes de ela ter sido inventada, com a idéia de “meios de comunicação como extensões dos sentidos humanos”, como previu também grandes mutações na educação, buscou em Platão uma metáfora explicativa para a grande resistência e a quase cegueira antitecnológica que caracterizavam os escritos acadêmicos da época sobre os meios de comunicação e a tecnologia em geral.
P.Lévy, o profeta da hora, evc’uiu da metáfora da “maquina universo” nos anos de 1980, para as metáforas da “inteligência coletiva” e da “virtualização” de suas ultimas obras.
Baudrillard, por exemplo, há cerca de duas décadas, profetizava o sucesso da realidade virtual (ou a virtualização do real ?) com sua idéia de simulacro, que ele mesmo retoma.
Lucien Sfez, em sua Critica da Comunicação, identifica três grandes metáforas de explicação das implicações socioculturais das TIC : representar ou a maquina; exprimir ou o organismo; e confundir ou i Frankenstein. Na primeira, o homem domina a máquina, a metáfora do Frankenstein busca representar uma visão apocalíptica dos efeitos da informática e da inteligência artificial.Frankenstein representa a maquina como dublê do homem, criatura que escapa ao controle de seu criador.
Já na década de 1950, o sociólogo francês G.Friedmann (1977) chamava a atenção para um novo fenômeno social que ele definiu como meio ambiente técnico, caracterizado pela tecnificação crescente, não apensas do mundo do trabalho, mas das outras esferas da vida social, o lazer, a cultura, as relações pessoais.
Considerada inadequada por Lévy (1997) e pela “sociotécnica” a metáfora do impacto, embora não consiga contemplar todas as facetas do fenômeno, ajuda-nos a compreender justamente os desafios colocados aos sistemas educacionais pela difusão em larga escala das TIC.
A entrada das TIC nas escolas ocorreu sobretudo como resultado da pressão do mercado, estando a instituição escolar em franca defasagem com relação às demandas sociais e à cultura das gerações mais jovens.
Acredito que podemos perceber com clareza ainda maior o impacto social dos usos das TIC (incluindo aqui o vídeo game em todas as suas variantes) e suas repercussões nos processos educacionais ao analisarmos o problema – gravíssimo e em crescendo – da violência juvenil na escola.
Neste futuro que já chegou, o risco de se conformar co uma evolução simbiótica em que a maquina se confunde com o homem, e na qual o ser humano, sujeito a criador se (com)funde com o artefato que ele criou e que, de certa forma, o conduz à guerra (senão, onde testar os novos engenhos bélicos ultratecnológicos?).
A SOCIEDADE DIGITALIZADA
O desenvolvimento acelerado das TIC deve-se essencialmente a três fenômenos de ordem técnica são eles: a miniaturização , a digitalização e o surgimento e fantástica difusão das redes telemáticas (Mercier, 1984; BABIN, 1889).
A miniaturização e a baixa dos custos possibilitaram uma difusão de massa das TIC, que redundou em larga penetração na vida cotidiana tanto no mundo do trabalho como na esfera do lazer. As redes, por seu turno, multiplicam as capacidades de transporte de uma quantidade enorme de informações banalizadas.
Informação é uma nova moeda de troca, ou uma nova medida de valor, constituindo uma nova “ficha simbólica” (“simbolic token”) tão importante quanto o dinheiro.
Tecnologias trouxeram problemas e transcendem o nível meramente técnico, são problemas das necessidades novas, dos conteúdos a ser criados e dos novos usos que estão sendo inventados e tendem e se desenvolver progressivamente, segundo uma dinâmica própria bem diferente da lógica da oferta técnica.
São resultados da fusão de três grandes vertentes técnicas: a informática, as telecomunicações, e as mídias eletrônicas.
As possibilidades são infinitas inexploradas, e vão desde as “casas ou automóveis inteligentes” até andróides reais e virtuais para finalidade diversas, incluindo toda diversidade dos jogos on-line.
TECNOLOGIAS E EDUCAÇÃO
A educação tende a crescer em numero e em complexidade.
As sociedades contemporâneas já estão a exigir um novo tipo de individuo e de trabalhador em todos os setores sociais e econômicos: um individuo notável de competências técnicas múltiplas, habilidade no trabalho em equipe, capacidade de aprender de adaptar-se a situações novas.
Os desafios que essas mudanças na estrutura das demandas sociais de educação pós-secundária para os sistemas educacionais são enormes: de um lado na formação inicial do outro a interdisciplinaridade.
Na formação inicial, cabe lembrar que a demanda de ensino superior não cessa de crescer na maioria dos paises desenvolvidos. As mudanças deverão, então, ocorrer no sentido de aumentar a oferta de oportunidades de acesso e, ao mesmo tempo, diversificar esta oferta de modo a adaptá-la às novas demandas.
MEDIATIZAÇÃO : DA TECNOLOGIA À COMUNICAÇÃO EDUCACIONAL
Transformações socioculturais provocadas pela disseminação das tecnologias “da inteligência”, a mediatização das mensagens pedagógicas está no coração dos processos educacionais, merecendo este novo conceito que nos detenhamos um pouco em sua significação.
Mediatizar significa, então, codificar as mensagens pedagógicas, traduzindo-as sob diversas formas, segundo o meio técnico escolhido respeitando as “regras da arte”.
Do ponto de vista da produção de materiais pedagógicos, mediatizar significa definir as formas de apresentação de conteúdos didáticos, previamente selecionados e elaborados de modo a construir mensagens que potencializem ao máximo as virtudes comunicacionais.
